A
artista plástica mineira Maria Augusta Rebouças
iniciou-se na pintura sobre porcelana em 1987,
em um curso, sem qualquer experiência anterior
com um pincel.
Alguns estilos clássicos, como os Imari chineses
ou os traços das Companhias das Índias foram as
suas primeiras inspirações. Mais adiante, incentivada
pelo arquiteto Chicô Gouvêa (leia depoimento abaixo),
passou a dar mais vazão à sua criatividade, valorizando
texturas, grafismos e a liberdade com os pincéis.
Com o desenvolvimento do estilo, passou a
conceber a maioria de seus projetos na ponta do
lápis ou na tela do computador, onde estuda mais
facilmente a combinação de cores de cada peça.
Assim, trabalhou com a convivência de opostos
– dia e noite, sol e lua, etc. – ensaiando até
uma incursão pelo realismo fantástico de artistas
como Escher e Fornacetti, mas nada que a desviasse
de sua preferência pelo grafismo, que executa
a mão livre com especial maestria.
Uma das características que marcam seu trabalho
é a constante referência aos artistas que mais
admira, com homenagens nítidas a trabalhos
de Botero, Klimt, Hundertwasser e Matisse.
Hoje,
Maria Augusta executa encomendas personalizadas
e administra turmas semanais em seu curso de pintura
sobre porcelana.
Seus
trabalhos já mereceram destaque em eventos como
o Espaço Idéia ou a Casa Cor, e em revistas como
a Vogue ou sites como o Novica, do National Geographic
Society.
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