Na
China, o processo de secagem e de impermeabilização
eram feitos ao mesmo tempo , de forma que o
esmalte era aplicado diretamente na massa crua,
antes desta ir ao forno. Por este motivo, além
das faces das peças da porcelana chinesa serem
mais finas, mais duras e mais translúcidas,
não se distingue o esmalte da massa. Já nas
porcelanas européias, podia-se distinguir as
camadas de esmalte das camadas de massa, mais
porosas; e, em geral, as peças eram mais pesadas
e menos translúcidas que as orientais.
Caulim
e pétunsé
O caulim, conhecido na China desde
o século VI, foi durante séculos o segredo da
porcelana. Seu nome provém do chinês kaoling (crista alta) e era desconhecido na Europa até o começo do
século XVIII.
Quimicamente, o caulim é um silicato de alumínio
hidratado obtido pela decomposição de outros silicatos,
especialmente do feldspato, presente no granito.
Trata-se da mais branca argila conhecida e é o
principal ingrediente da massa dura, da qual representa
quarenta ou cinqüenta por cento da totalidade.
Sua característica mais importante é a elasticidade,
que impede que o objeto se deforme ou se quebre
durante a cocção.
O caulim passou a ser conhecida na Europa graças
a François
Xavier d”Entrecolles, um missionário jesuíta
francês que, em 1712 trouxe as primeiras amostras
oriundas da China. Poucos anos antes, entretanto,
havia sido descoberta uma jazida deste material,
que seria posteriormente usado por Meissen e,
mais tarde, descobriu-se outra jazida em Passau,
cujo caulim seria usado pelas fábricas de Viena
e Ludwigsburg.
O pétunsé
é o segundo ingrediente básico da porcelana. Trata-se
de um feldspato de potássio e alumínio, vitrificante
e fusível, cuja tarefa na massa de porcelana é
conseguir que o caulim se funda. Descoberto na
China, o pétunsé
(palavra francesa derivada do chinês pé-tun-tzé,
que significa pequenos tijolos brancos), tem este
nome porque os artistas o recebiam ena forma de
pequenos ladrilhos formados pela pedra pulverizada.
Na Europa, sua utilidade foi descoberta por Bottger,
que trabalhava em Meissen. |