O
que é a porcelana?
A porcelana é conhecida na China pelo nome de yao e sua origem é remota; embora as peças mais antigas de que temos
noticia correspondam ao século VI d.C., e é provável
que ela date do quarto milênio antes de Cristo.
O equivalente
europeu ao yao,
portanto a autêntica porcelana, é a denominada
“massa dura”, composta por uma substância
argilosa chamada caulim, por outra substância
feldspática conhecida como péntusé,
bem como por quartzo e alabastro. Todas estas
substâncias devem ser pulverizadas e misturadas
com água para formar uma papa densa e leitosa
que, ao ser levada ao forno e submetida à temperaturas
que oscilam entre 1.250 °C e 1.350 °C, transforma-se
em uma massa vítrea, dura, densa, branca , impermeável
e translúcida que ressoa ao ser tocada; ou seja,
naquilo que conhecemos como porcelana.
Embora desde os primeiros anos do século
XX se usasse um torno elétrico para trabalhar
a massa já vitrificada de figuras de porcelana,
as peças eram normalmente feitas com moldes. Neste
método, a massa ainda fria de porcelana é derramada
em um molde, em geral de gesso, de maneira que
adira às faces interiores do mesmo. Feito isto,
deixa-se secar durante algum tempo ao relento
ou em lugar adequado, para que o gesso do molde
absorva parte da umidade da massa.
Separada do molde, a peça
é levada ao forno e submetida, durante doze ou
quatorze horas, a uma temperatura entre 500 °C
e 900 °C. Durante este tempo, ocorre um processo
de secagem, que deve ser feito com grande cuidado
para evitar que a massa se quebre. Nele, a umidade
e a
porosidade da massa diminuem
enquanto aumenta sua coesão.
Depois deste primeiro processo
é feita a impermeabilização ou vitrificação
da peça, que consiste em cobri-la com um
esmalte ou verniz, em cujos elementos – os mesmo
da cerâmica tradicional – também encontra-se o
quartzo, responsável por sua característica translucidez.
Feito isto, a peça é novamente levada ao forno,
permanecendo desta vez cerca de vinte e quatro
horas a uma temperatura entre 1.400 °C e 1.500
°C.
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